Mina Pela Ema, em Minaçu
A única mina de terras raras em escala comercial do Brasil, em operação desde 2024, depois de mais de US$ 1,1 bi investidos. É a única fonte de terras raras pesadas fora da Ásia. 5
Cem por cento da produção magnética da Fase 1 está comprometida por 15 anos, e nenhuma análise de mérito examinou a transferência desse ativo estratégico.
Veja como funciona ↓A jazida fica no norte de Goiás, no coração do Brasil. Toque nos pontos para entender o local e para onde vai a produção.
A única mina de terras raras em escala comercial do Brasil, em operação desde 2024, depois de mais de US$ 1,1 bi investidos. É a única fonte de terras raras pesadas fora da Ásia. 5
Pela Constituição, os recursos minerais do subsolo pertencem à União e devem ser explorados no interesse nacional, independentemente de quem opera a mina. 5
Cem por cento das terras raras magnéticas da Fase 1 têm destino contratado por 15 anos, que é um veículo bancado pelo governo dos EUA. 3
O Brasil está entre os países com mais terras raras no subsolo, e quase não aparece na produção. Quem domina o refino domina a cadeia. Os valores são participações aproximadas no total mundial.
Participações aproximadas no total mundial. Fonte na seção Fontes.
As quatro terras raras magnéticas da Fase 1, que entram em ímãs de carros elétricos, turbinas e defesa:
Pela Constituição, os recursos minerais são da União e devem ser explorados no interesse nacional. Mas o Brasil não tem um equivalente ao CFIUS dos EUA, que seria um mecanismo capaz de revisar o controle estrangeiro de ativos estratégicos. A venda da Serra Verde foi arquivada pela CADE porque não atingia os limites de faturamento, e nenhum outro órgão tinha o gatilho para examinar o mérito. O PL 2780/2024 tenta criar parte desse marco, e a disputa está concentrada nos artigos 3 e 8, que tratam da triagem de investimento e do controle de exportações.
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O aporte e a operação podem gerar renda e empregos numa região que precisa deles. A crítica aqui não é ao investimento em si, e sim à ausência de uma regra pública que pondere esse benefício frente ao controle de um ativo estratégico.
Reduzir o quase monopólio chinês, que responde por cerca de 90% do refino mundial, é um objetivo legítimo e compartilhado. O ponto é que o Brasil pode participar dessa cadeia sem abrir mão de instrumentos de salvaguarda.
Correto, porque o vácuo regulatório para minerais críticos é apontado da esquerda à direita, inclusive pelo próprio governo. Não é uma bandeira anti-EUA, e sim uma questão de Estado.
Isso é defensável pelos critérios de faturamento em vigor. O problema está no desenho, porque hoje não existe gatilho para revisar transferências de ativos estratégicos por interesse nacional, e sim apenas por porte econômico.
O projeto está no Senado sob urgência. Peça a manutenção dos artigos 3 e 8, que tratam da triagem de investimento estrangeiro e do controle de exportações.
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